domingo, 6 de fevereiro de 2011

Irreconhecível

Começo a olhar-me ao espelho. Procuro os meus olhos, os meus lábios, o meu rosto e encontro-os.
Procuro no interior do meu olhar e nos poros da minha face a minha essência, procuro e continuo a procurar. E, subitamente, deixo de me conhecer. Deixo de saber o inquestionável e perco a noção de quem sou e de onde estou. Até que, sem crer nas minhas palavras, chego a duvidar da minha existência.

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