Fecho os olhos. Sons, barulhos, ruídos e um som de fundo. São passos. Oiço-os cada vez mais alto, mais intensos, mais perto. Caio para trás como uma árvore cai depois de ser abatida, rígida, solida e apenas numa direcção. De braços estendidos no ar, ali fico, imóvel, perdido em sentidos, rodeado de pensamentos, perdendo, por fim, a força nos braços.
Abro os olhos e mais sons me invadem. Uma música de fundo. Sinto-me a arrepiar até lacrimejar involuntariamente. Apetece-me sair da cama e acabo por cair dela mesmo, agora estendido no chão aborrece-me levantar. Cansado. Exausto.
Alguém abre a porta do quarto, mas nada vejo do outro lado da porta. Lanço os punhos em direcção dos olhos para esfrega-los, acabo por me magoar. Continuo a não ver ninguém do outro lado, estarei perdido em ilusão? Estarei em estado paranóico? Não quero entrar em pânico. Sinto os batimentos cardíacos a acelerarem numa velocidade exponencial. Agarro-me ao chão. Frio. Está frio. Um aperto no coração. Vazio.
sábado, 13 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Tonight
Abraça-me e olha para o céu. Todas as estrelas ao nosso redor, e nós sozinhos, abraçados, sentidos. Sentes-te bem?
Deixa-me apoiar a cabeça no teu ombro. Esse teu cheiro faz-me levitar, agarrando-te com mais força. Sabes quanto tempo quero estar aqui contigo? Nenhum. Isto, porque me apetece que o tempo pare, que as estrelas fiquem sempre a ver-nos e que a lua, enorme e brilhante, ilumine esse arco labial perfeito.
Continuar a ver as estrelas no céu através dos teus olhos. Sabes o quão bonitos eles são quando me olhas a lacrimejar? Aperta-me a mão e repousa a outra no meu peito. Sente! Cada batida, cada aceleração, podem chamar a isto um fenómeno fisiológico, eu chamo a isto magia. Esta noite é mágica. Como ruído de fundo oiço um som suave e delicado a sussurrar «Don't you let me go, let me go tonight. Don't you let me go, let me go tonight.». Agarra-te mais a mim. Sente-me.
Toco com os meus lábios nos teus. O frio dos meus são agora calor teu, calor meu, a aura de calor à nossa volta. Não me olhes assim com esse cinzento brilhante dos teus olhos, enrolo-me à volta do teu pescoço. Beijos te dou pelo pescoço todo, sussurras-me o som suave que ouvimos à minutos atrás. «Never. Never... I'll never let you go.».
Deixa-me apoiar a cabeça no teu ombro. Esse teu cheiro faz-me levitar, agarrando-te com mais força. Sabes quanto tempo quero estar aqui contigo? Nenhum. Isto, porque me apetece que o tempo pare, que as estrelas fiquem sempre a ver-nos e que a lua, enorme e brilhante, ilumine esse arco labial perfeito.
Continuar a ver as estrelas no céu através dos teus olhos. Sabes o quão bonitos eles são quando me olhas a lacrimejar? Aperta-me a mão e repousa a outra no meu peito. Sente! Cada batida, cada aceleração, podem chamar a isto um fenómeno fisiológico, eu chamo a isto magia. Esta noite é mágica. Como ruído de fundo oiço um som suave e delicado a sussurrar «Don't you let me go, let me go tonight. Don't you let me go, let me go tonight.». Agarra-te mais a mim. Sente-me.
Toco com os meus lábios nos teus. O frio dos meus são agora calor teu, calor meu, a aura de calor à nossa volta. Não me olhes assim com esse cinzento brilhante dos teus olhos, enrolo-me à volta do teu pescoço. Beijos te dou pelo pescoço todo, sussurras-me o som suave que ouvimos à minutos atrás. «Never. Never... I'll never let you go.».
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