sábado, 26 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Zero caminhos articulados.
Um desvio paralelo à minha desordem. Dois destinos nas periferias das esquinas obscuras. Três ponteiros a circularem num movimento uniformemente irregular. Quatro pedaços envenenados por espinhos ensanguentados. Cinco badaladas distorcidas pelo fim. Seis paredes encaixadas a cobrir o vazio. Sete sombras a distribuir medos. Oito hematomas internos em cavidades cicatrizadas. Nove alucinações fatais arredondadas. Dez mortes psicológicas instantâneas.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Chovem as preocupações stressantes em mim.
Largas tamanha criatura em duvidosa terra. Sabes as consequências disso? Ninguém sabe. Ninguém percebe.
Uma reles cambada de monstros rastejantes que marcam os caminhos que percorrem com a sua própria porcaria. Com isso, quem ainda não foi marcado? Pura alma que nunca erraste e, por consequência, também não evoluíste. Deixa estar. A vida reservou bilhetes para todos. Isto não passa da pura realidade que passa pelas vossas entranhas sujas de pecados. Ardei-vos em vossas próprias chamas criadas, ouvindo a simples frase "É a vida.". Dói, não dói? De que valia sofrer sem doer? É a vida.
Esta inquietação que me sobe espinha a cima e consome toda a minha crença que eu próprio duvidava. Queria tanto voar em plena terra, nadar em plenas chamas e andar em plenas nuvens. Custa sonhar o real irreal. Por agora, só posso tentar libertar-me desta brisa rafeira que vai desviando os meus pensamentos.
Só queria...
Uma reles cambada de monstros rastejantes que marcam os caminhos que percorrem com a sua própria porcaria. Com isso, quem ainda não foi marcado? Pura alma que nunca erraste e, por consequência, também não evoluíste. Deixa estar. A vida reservou bilhetes para todos. Isto não passa da pura realidade que passa pelas vossas entranhas sujas de pecados. Ardei-vos em vossas próprias chamas criadas, ouvindo a simples frase "É a vida.". Dói, não dói? De que valia sofrer sem doer? É a vida.
Esta inquietação que me sobe espinha a cima e consome toda a minha crença que eu próprio duvidava. Queria tanto voar em plena terra, nadar em plenas chamas e andar em plenas nuvens. Custa sonhar o real irreal. Por agora, só posso tentar libertar-me desta brisa rafeira que vai desviando os meus pensamentos.
Só queria...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Despedaça-me este pedaço enfermo que me adoece a alma.
Apetece-me fugir daqui. Viver um sonho meu. Largar tudo e todos. Esquecer a existência de qualquer um. Diz ela, Oh não faças isso, digo eu, esquece tudo o que existe!
Viver a morte. Morrer a vida. Preciso de mudança. Preciso de partículas estáveis em mim. Preciso de um composto altamente raro. Preciso de uma reacção bioquímica diferente da minha. Preciso do que precisar.
Estou a escrever o que sinto não ter sentido. Talvez alguém encontre nele o pedaço que guie para fora do destino.
Esfolo esse bicho que há em ti até sair um fluído que transporta o teu precioso oxigénio. Vingo-me da tua amargura inexistente. Pensamentos desorganizados que me limpam a poeira. Ó poeira que vagueias no meu campo de visão. Diz ela, não é nada do que parece, viro-lhe a cara e grito, o que não parece é o que me salta à vista.
Aperto-te o coração. Pergunto-te, que vais fazer sem teres ninguém para te contrair e descontrair a tua maquinaria vital, olhas-me com um ar assustador e gritas por alguém. Não quero ser alguém. Quero ser todo o alguém. Fujo de mim. Largo-me em poços fundos sem restos vitais. Grita-me a alma fecundada pela desgraça.
Apetece-me escrever estas coisas não ditas. Sinto-me como um peixe no anzol que tu buscas para te alimentar. Faço parte da tua teia alimentar. Não quero ser algo alimentar. Apodrece no teu próprio ácido que expeles por essas guelras que lixam tudo o que tu arrastas para lá dentro!
Não quero parar de dizer coisas que não passam pela minha parte racional. Rasga-me a pele! Retira-me a tua sujidade dos meus vasos sanguíneos.
Dizes-me, fui apenas eu, farto-me de rir na tua cara, apenas não chega. Exorcita-me a lama da tua sífilis. Esfola a tua pele no arame farpado que te ofereci. Não digas que não. Aceita. Foi com a melhor das intenções.
Viver a morte. Morrer a vida. Preciso de mudança. Preciso de partículas estáveis em mim. Preciso de um composto altamente raro. Preciso de uma reacção bioquímica diferente da minha. Preciso do que precisar.
Estou a escrever o que sinto não ter sentido. Talvez alguém encontre nele o pedaço que guie para fora do destino.
Esfolo esse bicho que há em ti até sair um fluído que transporta o teu precioso oxigénio. Vingo-me da tua amargura inexistente. Pensamentos desorganizados que me limpam a poeira. Ó poeira que vagueias no meu campo de visão. Diz ela, não é nada do que parece, viro-lhe a cara e grito, o que não parece é o que me salta à vista.
Aperto-te o coração. Pergunto-te, que vais fazer sem teres ninguém para te contrair e descontrair a tua maquinaria vital, olhas-me com um ar assustador e gritas por alguém. Não quero ser alguém. Quero ser todo o alguém. Fujo de mim. Largo-me em poços fundos sem restos vitais. Grita-me a alma fecundada pela desgraça.
Apetece-me escrever estas coisas não ditas. Sinto-me como um peixe no anzol que tu buscas para te alimentar. Faço parte da tua teia alimentar. Não quero ser algo alimentar. Apodrece no teu próprio ácido que expeles por essas guelras que lixam tudo o que tu arrastas para lá dentro!
Não quero parar de dizer coisas que não passam pela minha parte racional. Rasga-me a pele! Retira-me a tua sujidade dos meus vasos sanguíneos.
Dizes-me, fui apenas eu, farto-me de rir na tua cara, apenas não chega. Exorcita-me a lama da tua sífilis. Esfola a tua pele no arame farpado que te ofereci. Não digas que não. Aceita. Foi com a melhor das intenções.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
"I hear you're asking all around if I am anywhere to be found"
Grito palavras silenciosas que ecoam na minha cabeça cheia de pensamentos. Dói-me! Mas como é que o silêncio das palavras doem quando ecoam? Dói-me! Será por perceber que por mais eco que exista mais solidão há? Dói-me...
Já não me dói.
Grita ao meu ouvido! Não, sussurra-me perto da alma! Não... Esquece lá. Esquece de gritar ao meu ouvido, de sussurrar-me perto do coração e esquece de dizer algo. Espera... Esqueci-me de algo. Esqueci-me de dizer que... Sim, pode ser.
Eu não me esqueço de nada! Afinal esqueci-me de te perguntar se sabes quem sou. Sabes quem sou? ESQUECE! Comecei a esquecer de tudo, até de mim... Porquê? Não sei...
Acho que... Dói-me...
Já não me dói.
Grita ao meu ouvido! Não, sussurra-me perto da alma! Não... Esquece lá. Esquece de gritar ao meu ouvido, de sussurrar-me perto do coração e esquece de dizer algo. Espera... Esqueci-me de algo. Esqueci-me de dizer que... Sim, pode ser.
Eu não me esqueço de nada! Afinal esqueci-me de te perguntar se sabes quem sou. Sabes quem sou? ESQUECE! Comecei a esquecer de tudo, até de mim... Porquê? Não sei...
Acho que... Dói-me...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Esperar-te...
Incomoda-me o facto de, todas as vezes que vejo as horas, reparar que o ponteiro dos segundos não bate certo com os traços dos minutos.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Arranca-me a pele...
Por vezes não tenho controlo no que digo, digo tais palavras que não têm cabimento em sítio nenhum. Digo palavras que não queria utilizar ou, então, palavras com um significado demasiado forte para o que queria dizer.
Por vezes não tem mal, mas hoje abusei... Hoje abusei em demasia!
Não foi por mal, exaltei-me e disse as coisas de tal forma bruta que não era o que pretendia. Não era essa a minha intenção, não o era...
Agora? Agora dói-me, esta dor penetra-me na alma de tal forma que só me apetece acabar com este corpo. Retirar as memórias dolorosas que causei em todas as pessoas.
Por vezes olho-me ao espelho e vejo o Diabo em mim. Gostava de dizer que é só impressão minha, mas há vezes que oiço um demónio a rir-se atrás de mim...
Desculpem-me... Desculpa!
Por vezes não tem mal, mas hoje abusei... Hoje abusei em demasia!
Não foi por mal, exaltei-me e disse as coisas de tal forma bruta que não era o que pretendia. Não era essa a minha intenção, não o era...
Agora? Agora dói-me, esta dor penetra-me na alma de tal forma que só me apetece acabar com este corpo. Retirar as memórias dolorosas que causei em todas as pessoas.
Por vezes olho-me ao espelho e vejo o Diabo em mim. Gostava de dizer que é só impressão minha, mas há vezes que oiço um demónio a rir-se atrás de mim...
Desculpem-me... Desculpa!
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Irreconhecível
Começo a olhar-me ao espelho. Procuro os meus olhos, os meus lábios, o meu rosto e encontro-os.
Procuro no interior do meu olhar e nos poros da minha face a minha essência, procuro e continuo a procurar. E, subitamente, deixo de me conhecer. Deixo de saber o inquestionável e perco a noção de quem sou e de onde estou. Até que, sem crer nas minhas palavras, chego a duvidar da minha existência.
Procuro no interior do meu olhar e nos poros da minha face a minha essência, procuro e continuo a procurar. E, subitamente, deixo de me conhecer. Deixo de saber o inquestionável e perco a noção de quem sou e de onde estou. Até que, sem crer nas minhas palavras, chego a duvidar da minha existência.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Sufocas-me...
Não consigo e nem quero ficar neste quarto onde sinto, constantemente, o sufoco de todos os meus pensamentos.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Por detrás dos olhos...
"A luz bate-me na cara e fecho os olhos. O tempo sinto-o agora como algo sólido que existe mais do que tudo, me roça a alma. Uma pequena alegria, frágil como a flor azul, nasce em mim causando um ligeiro arrepio que sinto percorrer o meu corpo todo." in Quase gosto da vida que tenho, Pedro Paixão.
"Tudo fica mesmo quando acabou."
Desejei que fosse a ultima gota.
Pensei para mim:
são só assombrações da tua mente.
Pensei... Talvez só pensei,
mas, por vezes, penso que seja mais do que pensar.
Pensei para mim:
são só assombrações da tua mente.
Pensei... Talvez só pensei,
mas, por vezes, penso que seja mais do que pensar.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Batimentos
Há dias em que o silêncio prevalece em mim e, então, perguntas-me se perdi a voz.
Nessa altura penso para mim: "Estou mudo porque todas as palavras te escutam."
Nessa altura penso para mim: "Estou mudo porque todas as palavras te escutam."
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