Um abrir de olhos temporário deu, a Jennifer, a possibilidade de se ver perdida no meio da praia deitada à beira mar sem noção do que se tinha passado. Do nada Jennifer estava na praia, no outro instante estava ela amarrada a uma cama num armazém sem luz e sem metade do tecto. Jennifer sentia-se anestesiada mentalmente, não conseguia pensar, só sentia a adrenalina a estremecer a sua camada fina de pele do pânico e do medo por estar num local desconhecido.
De repente um barulho semelhante a passos lentos. Jennifer piscava os olhos sem parar à procura de descobrir quem era, mas tudo o que via era um Vulto. Um toque despertara o pior medo e desespero de Jennifer. O Vulto começara a tocar-lhe, de uma forma possessiva e sem esconder uma sagacidade denominadora perante a sua vítima, pela perna a cima. Jennifer mostrava um olhar terrificado e começara a gritar do fundo dos pulmões, mas tudo o que obtinha do Vulto era um prazer sem fim e sádico. Um escarro de sangue fora disparado da boca de Jennifer contra o Vulto e tudo o que recebera foi um beijo carnívoro. Mas a atitude do Vulto começava a dividir-se entre o desejo sádico de tocá-la e o desejo maníaco de a devorar.
Do nada, o Vulto parou de lhe tocar, apenas lhe olhava fixamente para os olhos até ao momento que partiu um copo na cadeira onde estava sentado e começara a pressionar um vidro partido na coxa de Jennifer até esta mesma perder as forças de resistir e perder-se em si e a desejar que não fosse a pessoa que ela mais precisava naquele instante.
No entanto, quando Jennifer já se sentia a morrer em cobertores ensanguentados pelo seu próprio sangue, começara a ouvir uma voz longínqua desesperada: «Amor, Amor!». Ela reconhecia aquela voz, o seu Johannes chamara por ela. «Acorda Jennifer! Eu estou aqui, não tens de ter medo de nada! Eu não te abandonarei!». Foi então que o seu maior medo dissipara-se.
