terça-feira, 13 de novembro de 2012

Searching for Answers with the Conscience

"Como te sentes?"
"Coiso."
"Esse teu coiso é bastante expressivo..."
"Que queres que diga? Sinto-me como sempre, não sei. Talvez tenha saudades."
"Saudades?! De quem? De quem te deixou ir embora?"
"Não tenho saudades de alguém, tenho saudades de me sentir diferente de como me sinto agora."
"Nunca estás contente como estás, até mete dó!"
"Isso não é bem verdade, houve certos momentos da vida que me senti bem comigo próprio e com a vida..."
"Pois, pois... És sempre a mesma coisa. Já reparaste na tua vida? Andas sempre nas mesmas voltas, lá vais aprendendo umas coisas, amadurecendo ali e acolá, mas a tua vida parece um ciclo vicioso."
"Cala-te! Começo a fartar-me das limitações que me dás."
"Tu é que me deste essas ordens, lembraste?"
"Infelizmente."
"Porque não mudas isso?"
"Tenho medo do que a mudança possa trazer."
"Tu é que sabes..."
"Que faço?"
...
Silêncio