Bom dia. Um café com leite pela manhã. Abro os olhos. Rotina. Nenhuma novidade. Olho para o televisor, que interessante, gosto muito do que está a dar. Que está a dar? Nada, o televisor está desligado. Silêncio em casa, que bom. Era bom se fosse realidade... Alguém na cozinha a arrumar compras, sacos de plástico a fazer aquele barulho irritante. Vais ao ginásio? Sim, vou. Vou aliviar a mente e depois tomo um duche e encho-a com pensamentos de novo. Ritual.
Não queres ir ao café? Humm... talvez seja melhor do que ficar o resto do dia em casa. Boa tarde, que vai desejar? Um café e um copo de água. Café?! A sério?! Não é normal vindo de ti, não dormiste e precisas de fazer algo? Mas supostamente nem tens de fazer trabalhos nem estudar, que se passa? Nada, não se passa nada, tenho dormido pouco. Humm... logo te digo o nada, de certeza que se passa algo. Beeeem... tens novidades?
Lá te perdeste na conversa, não me apeteceu falar disso. Preciso de café para compensar as poucas horas dormidas, estou farto de dormir. Ou se calhar estou é mesmo farto de sonhar. Sonhos estragam a minha realidade. Sonhos parvos, sonhos estúpidos, é tudo mentira. Não quero saber deles, não quero saber se estou perdido e muito menos do beijo que demos. Os sonhos só servem para destruir a minha realidade. Tenho medo de sonhar. Além disso preciso de café. Preciso da cafeína para me dar as carícias de que estou necessitado. Estou extremamente necessitado de carícias, de desejo, de beijos, de amor. Talvez a energia da cafeína consiga substituir isso. Os meus dedos nos meus lábios, sinto os teus lábios. Quero absinto desta vez, se faz favor. O mais forte!
O Azul Longínquo
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Masoquismo
Devo ser parvo, só pode. Sem consciência, sem noção. Não vejo noção em ir ouvir músicas que me fazem questionar a tua existência. Que voltam no tempo, mas a dizer que foi erro. Não quero que seja um erro. Não! NÃO! Errar não! NÃO NÃO NÃO! Mas... tudo indica que sim. Dói, a sério que dói. Sinto mais a dor a escrever isto, dói! Isto dói, magoa-me. Masoquismo dói. Não quero, mas continuo. Não preciso, mas busco. Por favor... acorda-me e diz que continuo aí! Abraça-me. Toca-me. Beija-me. Que tal vivermos momentos? Que tal sermos felizes?
Porque me ofereceste coisas se depois é isto? Porque é que supostamente sentiste algo e agora não queres saber? Porque me fizeste sentir algo se não podias retribuir? Porquê?
Cruzes! Sou burro, sou parvo, sou ingénuo talvez. Perco sentido da vida, perco pedaços de mim, fico apático. Tento dizer merda, mas tudo recai em cima de mim, na minha própria merda. E eu aqui, sozinho, na cama gelada, sozinho. E nem as almofadas me aconchegam, estão frias. Não há calor aqui, morreu tudo. Relógio, pára já! Porque é que as pilhas ficam fracas e o ponteiro, em vez de morrer, fica a abanar no mesmo segundo? Pareço eu neste momento...
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Que se passou?
Realmente não sei...
Não sei o que se passou. Tantas conversas, tantas palavras trocadas, eu contribuía, mas mantive-me realista. Aconselhei-te a pensares bem. Agora é o que é. Trocamos de papeis? Aconteceu algo? Fiz algo de errado? Ris-te por eu apreciar-te, qual é a piada? Depois do que aconteceu... Depois de te ver a dormir... Depois de perder a metade final do filme a sentir-te junto a mim... Que se passa? Sinto-te ausente. Vou ser sincero, quando deixei a cidade onde ficaram os dias com a tua companhia chorei. Dizia eu que não sabia porque. Mentira! Mentira! Sou um mentiroso! Cruzes, onde cheguei... Eu sei perfeitamente porquê. Eu senti o que aconteceu. Senti-me em casa ao teu lado. Senti? Bem, ao menos sentiu bem. Sabes há quanto tempo não me sentia acarinhado? Desejado? Há mais de dois anos. Há mais de dois anos que me lancei numa concha com medo do que podia acontecer. Medo! Resumo-me a medo. Sou um cobarde! Um triste cobarde sem saber o que fazer da vida. Perdido!
O que fiz comigo? O que fiz com a minha vida? Serei um boneco ligeiramente apreciável que apenas serve para a diversão? Foda-se! Perdoem-me, sou apenas um cobarde...
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Searching for Answers with the Conscience
"Como te sentes?"
"Coiso."
"Esse teu coiso é bastante expressivo..."
"Que queres que diga? Sinto-me como sempre, não sei. Talvez tenha saudades."
"Saudades?! De quem? De quem te deixou ir embora?"
"Não tenho saudades de alguém, tenho saudades de me sentir diferente de como me sinto agora."
"Nunca estás contente como estás, até mete dó!"
"Isso não é bem verdade, houve certos momentos da vida que me senti bem comigo próprio e com a vida..."
"Pois, pois... És sempre a mesma coisa. Já reparaste na tua vida? Andas sempre nas mesmas voltas, lá vais aprendendo umas coisas, amadurecendo ali e acolá, mas a tua vida parece um ciclo vicioso."
"Cala-te! Começo a fartar-me das limitações que me dás."
"Tu é que me deste essas ordens, lembraste?"
"Infelizmente."
"Porque não mudas isso?"
"Tenho medo do que a mudança possa trazer."
"Tu é que sabes..."
"Que faço?"
...
Silêncio
"Coiso."
"Esse teu coiso é bastante expressivo..."
"Que queres que diga? Sinto-me como sempre, não sei. Talvez tenha saudades.""Saudades?! De quem? De quem te deixou ir embora?"
"Não tenho saudades de alguém, tenho saudades de me sentir diferente de como me sinto agora."
"Nunca estás contente como estás, até mete dó!"
"Isso não é bem verdade, houve certos momentos da vida que me senti bem comigo próprio e com a vida..."
"Pois, pois... És sempre a mesma coisa. Já reparaste na tua vida? Andas sempre nas mesmas voltas, lá vais aprendendo umas coisas, amadurecendo ali e acolá, mas a tua vida parece um ciclo vicioso."
"Cala-te! Começo a fartar-me das limitações que me dás."
"Tu é que me deste essas ordens, lembraste?"
"Infelizmente."
"Porque não mudas isso?"
"Tenho medo do que a mudança possa trazer."
"Tu é que sabes..."
"Que faço?"
...
Silêncio
sábado, 13 de outubro de 2012
A curse
Fecho os olhos. Sons, barulhos, ruídos e um som de fundo. São passos. Oiço-os cada vez mais alto, mais intensos, mais perto. Caio para trás como uma árvore cai depois de ser abatida, rígida, solida e apenas numa direcção. De braços estendidos no ar, ali fico, imóvel, perdido em sentidos, rodeado de pensamentos, perdendo, por fim, a força nos braços.
Abro os olhos e mais sons me invadem. Uma música de fundo. Sinto-me a arrepiar até lacrimejar involuntariamente. Apetece-me sair da cama e acabo por cair dela mesmo, agora estendido no chão aborrece-me levantar. Cansado. Exausto.
Alguém abre a porta do quarto, mas nada vejo do outro lado da porta. Lanço os punhos em direcção dos olhos para esfrega-los, acabo por me magoar. Continuo a não ver ninguém do outro lado, estarei perdido em ilusão? Estarei em estado paranóico? Não quero entrar em pânico. Sinto os batimentos cardíacos a acelerarem numa velocidade exponencial. Agarro-me ao chão. Frio. Está frio. Um aperto no coração. Vazio.
Abro os olhos e mais sons me invadem. Uma música de fundo. Sinto-me a arrepiar até lacrimejar involuntariamente. Apetece-me sair da cama e acabo por cair dela mesmo, agora estendido no chão aborrece-me levantar. Cansado. Exausto.
Alguém abre a porta do quarto, mas nada vejo do outro lado da porta. Lanço os punhos em direcção dos olhos para esfrega-los, acabo por me magoar. Continuo a não ver ninguém do outro lado, estarei perdido em ilusão? Estarei em estado paranóico? Não quero entrar em pânico. Sinto os batimentos cardíacos a acelerarem numa velocidade exponencial. Agarro-me ao chão. Frio. Está frio. Um aperto no coração. Vazio.
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