sábado, 13 de outubro de 2012

A curse

     Fecho os olhos. Sons, barulhos, ruídos e um som de fundo. São passos. Oiço-os cada vez mais alto, mais intensos, mais perto. Caio para trás como uma árvore cai depois de ser abatida, rígida, solida e apenas numa direcção. De braços estendidos no ar, ali fico, imóvel, perdido em sentidos, rodeado de pensamentos, perdendo, por fim, a força nos braços.
     Abro os olhos e mais sons me invadem. Uma música de fundo. Sinto-me a arrepiar até lacrimejar involuntariamente. Apetece-me sair da cama e acabo por cair dela mesmo, agora estendido no chão aborrece-me levantar. Cansado. Exausto.
     Alguém abre a porta do quarto, mas nada vejo do outro lado da porta. Lanço os punhos em direcção dos olhos para esfrega-los, acabo por me magoar. Continuo a não ver ninguém do outro lado, estarei perdido em ilusão? Estarei em estado paranóico? Não quero entrar em pânico. Sinto os batimentos cardíacos a acelerarem numa velocidade exponencial. Agarro-me ao chão. Frio. Está frio. Um aperto no coração. Vazio.

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