«Tique-taque. Tique-taque.» era o ruído de fundo que passava despercebido a Jennifer.
«Fugiste. Correste. Fugiste. Correste. Partiste.» pensava Jennifer sem tirar o olhar do relógio solitário. Tinha apenas fixado o movimento dos ponteiros que apenas tiravam o tempo da sua vida, sem nunca dar, apenas a parar e a marcar virgulas na vida. Nunca pontos, pois a vida era algo contínuo que nunca mudava de tema. Um fio condutor percorria todos os assuntos e momentos. Havia algo comum entre cada fase da sua vida.
De repente algo parou. Algo mudou. O relógio tinha parado. Jennifer encontrava-se caída. Nada pensava, nada ouvia. O fio condutor tinha acabado. O coração de Jennifer tinha acabado de dar a última batida e estagnara-se em puro vazio. Tudo o que fora futuro era agora passado.
sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O amor nunca morre
Michael Kraft era um jovem adulto de 26 anos demasiado sério e exigente com a sua vida, tudo o que era demasiado fácil e dado fazia Michael duvidar da verdade de tais cousas. Não aceitava qualquer erro que cometia, tudo tinha de estar bem, tudo tinha que correr como planeado. Michael culpava o seu passado por o tê-lo feito assim. Culpava como quem diz, pois Michael agradecia por ter os princípios que tinha, visto que este era ajuizado e demasiado responsável.
Mas algo se passava com Michael. Ele nunca se tinha dado a conhecer totalmente a alguém, nunca tinha falado do seu passado assombrado e que reencarnava medos nele próprio. Ele sempre fugiu do amor para se defender e para não se lembrar de todo o sofrimento que lhe escorreu nas veias durante todo o tempo desde que nasceu.
Um dia, enquanto tentava organizar os seus pensamentos, a descer o seu prédio, embateu numa vizinha nova que se estava a mudar para um apartamento no seu prédio, fazendo com que a caixa que a jovem transportava caísse e deixasse o seu conteúdo aguar-se pelo chão frio do prédio. Michael, antes de pedir perdão pelo sucedido, começou logo a arrumar o caos que tinha causado. Mas algo lhe prendeu a atenção quando apanhou um livro do chão. "Abre o teu coração" era o titulo do livro, ficou imóvel a olhar para o título, do nada começara a sentir uns calafrios a petrificar-lhe o corpo e todo o seu desejo foi transportado pela sensação de um dia ser feliz junto a alguém.
A jovem sem saber o que se passava e sem saber o que dizer, rematou algo impensado:
- O amor nunca morre.
Michael ouvira o que a jovem dissera, mas não sabia que responder, tudo aquilo parecia levar eternidades.
- Hãn?! Desculpe?
- Hmm... Hmm... Peço des-desculpa... - A jovem não sabia que dizer, todas as palavras se atropelavam uma à outra, tinha dito algo que parecia disparatado, mas que de facto tinha explicação. - Peço desculpa se não me dei bem a entender. Mas a frase que citei é uma frase que aparece no final e, que no meu ponto de vista, resume esse livro, além de ser uma frase que marca qualquer pessoa. Se quiser posso emprestá-lo para ler.
- Peço desculpa por ter causado este caos. Aliás, peço desculpa por ainda não me ter apresentado. Chamo-me Michael, prazer.
- Stefanie, mas trate-me por steffi. Sou nova aqui nesta cidade.
- Se precisar de um guia ou ajuda em algo que possa ser útil avise-me, o meu apartamento é o zero seis. - proferiu o número do seu apartamento como se nunca tivesse dito antes, talvez porque Michael não fosse muito dado a levar pessoas para o seu apartamento.
Steffi era uma jovem de 25anos de cabelos castanhos alourados e de olhos cor de couro e de esmeralda preciosa. O seu movimento era agilmente suave, o seu olhar delicado, mas perceptivo, e a sua forma de ser que mostrava era demasiado serena para se acreditar.
E tudo o que não sabiam é que aquele acontecimento bastara para entrelaçar os seus destinos. Pois, passado uns anos, já não existia o zero seis, em vez disso, existia uma vivenda com um letreiro em bronze que indicava ser a Vivenda Kraft, onde Michael perdia-se com o mel dos olhos de Steffi a percorrerem a nuvem de tensão da paixão entre os dois.
Tudo era diferente. Nada era igual. Michael combatera todo o seu passado ao lado de alguém que lhe apoiou e o conheceu por si própria. Michael tinha encontrado o seu verdadeiro eu junto de alguém. Michael voltara a ser a pessoa livre e tranquila de quando veio ao mundo e viu a sua mãe pela primeira vez.
Michael era feliz até saber que o seu apelido não era Kraft, que não tinha 26 anos e que afinal só tinha acabado de sair de coma devido à sua falta de sorte. Mas algo permaneceu.
Mas algo se passava com Michael. Ele nunca se tinha dado a conhecer totalmente a alguém, nunca tinha falado do seu passado assombrado e que reencarnava medos nele próprio. Ele sempre fugiu do amor para se defender e para não se lembrar de todo o sofrimento que lhe escorreu nas veias durante todo o tempo desde que nasceu.
Um dia, enquanto tentava organizar os seus pensamentos, a descer o seu prédio, embateu numa vizinha nova que se estava a mudar para um apartamento no seu prédio, fazendo com que a caixa que a jovem transportava caísse e deixasse o seu conteúdo aguar-se pelo chão frio do prédio. Michael, antes de pedir perdão pelo sucedido, começou logo a arrumar o caos que tinha causado. Mas algo lhe prendeu a atenção quando apanhou um livro do chão. "Abre o teu coração" era o titulo do livro, ficou imóvel a olhar para o título, do nada começara a sentir uns calafrios a petrificar-lhe o corpo e todo o seu desejo foi transportado pela sensação de um dia ser feliz junto a alguém.
A jovem sem saber o que se passava e sem saber o que dizer, rematou algo impensado:
- O amor nunca morre.
Michael ouvira o que a jovem dissera, mas não sabia que responder, tudo aquilo parecia levar eternidades.
- Hãn?! Desculpe?
- Hmm... Hmm... Peço des-desculpa... - A jovem não sabia que dizer, todas as palavras se atropelavam uma à outra, tinha dito algo que parecia disparatado, mas que de facto tinha explicação. - Peço desculpa se não me dei bem a entender. Mas a frase que citei é uma frase que aparece no final e, que no meu ponto de vista, resume esse livro, além de ser uma frase que marca qualquer pessoa. Se quiser posso emprestá-lo para ler.
- Peço desculpa por ter causado este caos. Aliás, peço desculpa por ainda não me ter apresentado. Chamo-me Michael, prazer.
- Stefanie, mas trate-me por steffi. Sou nova aqui nesta cidade.
- Se precisar de um guia ou ajuda em algo que possa ser útil avise-me, o meu apartamento é o zero seis. - proferiu o número do seu apartamento como se nunca tivesse dito antes, talvez porque Michael não fosse muito dado a levar pessoas para o seu apartamento.
Steffi era uma jovem de 25anos de cabelos castanhos alourados e de olhos cor de couro e de esmeralda preciosa. O seu movimento era agilmente suave, o seu olhar delicado, mas perceptivo, e a sua forma de ser que mostrava era demasiado serena para se acreditar.
E tudo o que não sabiam é que aquele acontecimento bastara para entrelaçar os seus destinos. Pois, passado uns anos, já não existia o zero seis, em vez disso, existia uma vivenda com um letreiro em bronze que indicava ser a Vivenda Kraft, onde Michael perdia-se com o mel dos olhos de Steffi a percorrerem a nuvem de tensão da paixão entre os dois.
Tudo era diferente. Nada era igual. Michael combatera todo o seu passado ao lado de alguém que lhe apoiou e o conheceu por si própria. Michael tinha encontrado o seu verdadeiro eu junto de alguém. Michael voltara a ser a pessoa livre e tranquila de quando veio ao mundo e viu a sua mãe pela primeira vez.
Michael era feliz até saber que o seu apelido não era Kraft, que não tinha 26 anos e que afinal só tinha acabado de sair de coma devido à sua falta de sorte. Mas algo permaneceu.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Algures no vazio
Mergulho em pensamentos. Um cheiro a cloro inala-me o olfacto, havendo posteriormente um rasto da maré salgada dos sonhos quebrados. Do nada uma rocha, uma quebra da continuidade do pensamento. Após isso, apenas pensamentos sem nenhum fio condutor. Pensamentos aleatórios, sonhos anormais, ideias sem fim.
Um som sem sentido invade-me a mente, é o som da vida real, de tudo o que me rodeia. Um caos à minha volta. Esqueço de novo esse som e mergulho inteiramente em mim. Todos me olham como se estivesse perdido. Não sei onde estou fisicamente, só mentalmente. Um olhar perdido em nada, e um movimento fora de mim. Perguntam por mim. Nada lhes respondo, afinal de contas nunca estive ali. Desperto para a vida real num salto que me põe a respiração ofegante. Deixo de me sentir, perdido mais uma vez em nada.
Um som sem sentido invade-me a mente, é o som da vida real, de tudo o que me rodeia. Um caos à minha volta. Esqueço de novo esse som e mergulho inteiramente em mim. Todos me olham como se estivesse perdido. Não sei onde estou fisicamente, só mentalmente. Um olhar perdido em nada, e um movimento fora de mim. Perguntam por mim. Nada lhes respondo, afinal de contas nunca estive ali. Desperto para a vida real num salto que me põe a respiração ofegante. Deixo de me sentir, perdido mais uma vez em nada.
O cheiro
Silêncio absoluto. Engulo em seco a minha saliva. Suspiro. De novo a sombra do silêncio. É de dia. Vejo a lua. Um beijo. A luz da lua transforma o beijo em cheiro. Cheira a perfume. Lembro-me de rosas. E repete-se o silêncio que ecoa pelas paredes do meu corpo. O silêncio é interrompido pelo barulho do sangue a ser bombeado pelo meu corpo. Oiço um ruído de fundo. A tua respiração ofegante atrai-me imenso. Toco em ti. Uma pinga do teu suor percorre-me o braço. Será um cheiro que nunca irei esquecer. Não me esqueço de detalhes. Talvez da falta de alguns detalhes. Uma pergunta ocorre-me. O silêncio deixa a resposta em branco. De novo o vazio. Com cheiro.
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