quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O cheiro
Silêncio absoluto. Engulo em seco a minha saliva. Suspiro. De novo a sombra do silêncio. É de dia. Vejo a lua. Um beijo. A luz da lua transforma o beijo em cheiro. Cheira a perfume. Lembro-me de rosas. E repete-se o silêncio que ecoa pelas paredes do meu corpo. O silêncio é interrompido pelo barulho do sangue a ser bombeado pelo meu corpo. Oiço um ruído de fundo. A tua respiração ofegante atrai-me imenso. Toco em ti. Uma pinga do teu suor percorre-me o braço. Será um cheiro que nunca irei esquecer. Não me esqueço de detalhes. Talvez da falta de alguns detalhes. Uma pergunta ocorre-me. O silêncio deixa a resposta em branco. De novo o vazio. Com cheiro.
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