«Tique-taque. Tique-taque.» era o ruído de fundo que passava despercebido a Jennifer.
«Fugiste. Correste. Fugiste. Correste. Partiste.» pensava Jennifer sem tirar o olhar do relógio solitário. Tinha apenas fixado o movimento dos ponteiros que apenas tiravam o tempo da sua vida, sem nunca dar, apenas a parar e a marcar virgulas na vida. Nunca pontos, pois a vida era algo contínuo que nunca mudava de tema. Um fio condutor percorria todos os assuntos e momentos. Havia algo comum entre cada fase da sua vida.
De repente algo parou. Algo mudou. O relógio tinha parado. Jennifer encontrava-se caída. Nada pensava, nada ouvia. O fio condutor tinha acabado. O coração de Jennifer tinha acabado de dar a última batida e estagnara-se em puro vazio. Tudo o que fora futuro era agora passado.

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