Bom dia. Um café com leite pela manhã. Abro os olhos. Rotina. Nenhuma novidade. Olho para o televisor, que interessante, gosto muito do que está a dar. Que está a dar? Nada, o televisor está desligado. Silêncio em casa, que bom. Era bom se fosse realidade... Alguém na cozinha a arrumar compras, sacos de plástico a fazer aquele barulho irritante. Vais ao ginásio? Sim, vou. Vou aliviar a mente e depois tomo um duche e encho-a com pensamentos de novo. Ritual.
Não queres ir ao café? Humm... talvez seja melhor do que ficar o resto do dia em casa. Boa tarde, que vai desejar? Um café e um copo de água. Café?! A sério?! Não é normal vindo de ti, não dormiste e precisas de fazer algo? Mas supostamente nem tens de fazer trabalhos nem estudar, que se passa? Nada, não se passa nada, tenho dormido pouco. Humm... logo te digo o nada, de certeza que se passa algo. Beeeem... tens novidades?
Lá te perdeste na conversa, não me apeteceu falar disso. Preciso de café para compensar as poucas horas dormidas, estou farto de dormir. Ou se calhar estou é mesmo farto de sonhar. Sonhos estragam a minha realidade. Sonhos parvos, sonhos estúpidos, é tudo mentira. Não quero saber deles, não quero saber se estou perdido e muito menos do beijo que demos. Os sonhos só servem para destruir a minha realidade. Tenho medo de sonhar. Além disso preciso de café. Preciso da cafeína para me dar as carícias de que estou necessitado. Estou extremamente necessitado de carícias, de desejo, de beijos, de amor. Talvez a energia da cafeína consiga substituir isso. Os meus dedos nos meus lábios, sinto os teus lábios. Quero absinto desta vez, se faz favor. O mais forte!

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