Gritei até deixar de me ouvir. Não gritei por querer, gritei por necessidade. No entanto, nunca cheguei a ouvir-me. Grito e grito, e oiço tudo menos a minha voz.
Vozes perdidas nos labirintos dos meus pensamentos. Diz-me que não sou eu que estou a pensar. Diz-me que não existo. Faz-me entender que não comando a minha vida.
Podia ser que, assim, talvez compreendesse melhor a vida. Talvez, talvez...
As lágrimas que caem não são minhas, nunca perdi uma lágrima, foi a chuva que me inundou. A simples chuva.

gostei muito do que li. Triste mas intenso e bem escrito. Espero que te leve longe. Boa sorte*
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